quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

A ciência nunca será abandonada pelo Capital

 Por Atanásio Mykonios




        A destruição do sistema de saúde não é causada por um psicopata ou pelo seu governo composto por topeiras. É a burguesia que se aproveita desse psicopata e de seu governo para impor os interesses do Capital. Acusar o psicopata de que é um energúmeno negacionista, não passa de ingenuidade. O Capital nunca pode prescindir da ciência. A forma material com que o Capital realiza seu objetivo é a ciência. Ao transformar tudo na forma mercadoria, ele o faz cientificamente. Ao substituir ações estatais ou semi-estatais por atos privados, coloca no seu lugar o mecanismo de exploração direta, mas não deixa de utilizar a ciência. A diferença é que será utilizada na forma mais acaba de troca de valor.

domingo, 8 de novembro de 2020

Os mesmos discursos

 Por Atanásio Mykonios

 

Há um complexo nacionalista que afeta a todos os políticos quando são guindados ao poder. Os eleitos parecem que, em seus discursos inaugurais, voltam-se para os supostos valores da nação. A crise do capital em âmbito mundial é tratada com os argumentos subjetivos. Dos venezuelanos aos chineses, dos indianos aos brasileiros, dos estadunidenses aos uruguaios, dos gregos aos franceses. Dilma no seu segundo mandato, Obama, nos dois, Hugo Chaves também, Maurício Macri, Macron, Putin e tantos outros. A nação é exortada, as tradições são ressuscitadas para vencer os inimigos imaginários. A nação ainda é o lugar absolutamente abstrato para fazer frente a problemas estruturais, históricos, materiais e objetivos. A classe trabalhadora é submersa numa realidade fictícia, os problemas são tratados de modo que a nação pode superá-los. O apelo ao espírito nacionalista ressurge, como nos tempos nazistas ou stalinistas. O capital faz o que quer com os países e os seus estados-nacionais. Isso mostra que a mundialização do capital não conhece fronteiras. A ingenuidade está presente, se bem que depois, o movimento real do sistema social do capital e suas necessidades é mais imperioso que a boa vontade e as boas intenções dos governantes, supostamente nacionalistas. O Estado, as fronteiras e a exploração interna continuam imperando. O discurso com o verniz de salvação nacional é um elemento do bloqueio dos significados reais da situação.

 

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Este regime

  Por Atanásio Mykonios


Estamos sob um regime genocida há século e mais. O republicanismo não mudou a essência do regime brasileiro. O Estado é genocida, sob vários ângulos ou aspectos. Não devemos tratar os fatos que envolvem todo tipo de violência contra as mulheres brasileiras, como dados apenas de uma cultura, de maneira a individualizar os genocidas. Trata-se de uma política de Estado, que conjuga exploração, violência, brutalidade, estupro, dominação econômica e ideológica. O aparato judicial é um dos elementos de manutenção desse genocídio contra as mulheres. O sistema do Capital aprisiona as mulheres num campo de concentração social, o extermínio das mulheres é sistemático, metódico e mantém uma estrutura de opressão. A humilhação é um método eficaz de arrancar qualquer resquício de dignidade. A economia brasileira é um mercado de carne humana, exposta sob os holofotes da exploração sexual, cujo caráter reside nas mais profundas raízes da dominação patriarcal capitalista. E a carne da mulher é o elemento determinante desse regime, que encontra nela, sua razão de ser. As religiões vivem e transitam sib o tacão dessa bestialidade, nada fazem contra esse estado de coisas, ao contrário, reprimem e consolidam esse holocausto. Ainda não entendemos com alguma clareza o caráter genocida desse regime. A política e seus políticos não escondem a natureza desse regime, orgulham-se de sua obra. Somente uma revolução para por abaixo esse regime, sabemos disso, mas...