sábado, 5 de março de 2022

O subterrâneo da prostituição europeia

 

Por Atanásio Mykonios

Eu sei que este ambiente virtual não permite reflexões mais profundas sobre qualquer assunto. mas eu me atrevo a fazer uma pequena análise sobre uma realidade que está no subterrâneo das relações sociais especialmente na Europa oriental. Como é sabido, essa parte do continente europeu tem os menores índices de desempenho capitalista, desde que a União Soviética veio abaixo, os países do leste europeu sofrem continuamente, a atividade capitalista não se desenvolve como na China ou em outros países da Ásia. Uma das atividades econômicas no subterrâneo dessas sociedades é a prostituição, o comércio sexual, o tráfico de mulheres, a exploração sexual de adolescentes e jovens. Ucrânia, Bulgária, Romênia, Hungria, Rússia, Moldávia, Kosovo, são alguns exemplos onde as mulheres são vistas como passíveis de exploração sexual. Os europeus ocidentais se aproveitam desse mercado, compram mulheres, alugam mulheres, traficam mulheres. O que esse fascista de quinta categoria falou, esse imbecil Mamãe Falei, apenas revela uma realidade social que é escondida. Deveríamos tratar dessa questão sob a luz da crítica social da economia política, em primeiro lugar. As mulheres são as principais vítimas dessa tragédia econômica que reverbera nas relações sociais em geral.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

O capital é uma forma social militar

 

Interessante observar que ao longo da história do sistema do capital, as guerras sempre foram em uma quantidade muito maior. as guerras, olhando para a história do capitalismo, nunca foram capazes de abalar efetivamente um sistema produtor de mercadorias. Grandes guerras, guerras setoriais, guerras por Independência, guerras anticoloniais, guerras imperialistas, guerras por território, guerras por recursos estratégicos, guerras étnicas etc. Ao contrário, ao longo dessa história, as guerras favoreceram o capital, significa dizer que o capital e as guerras não são inimigos. O capital se vale das guerras em determinados contextos, mas também as provoca com o único objetivo de produzir mais capital. Pode não produzir mais capital para a sociedade, mas funcionalmente as guerras são importantes e são um instrumento muito eficiente de manutenção da própria lógica do capital na forma de produção de valor. Dito de outro modo, o capital precisa das guerras, de modo que a sociedade capitalista se tornou uma sociedade estratocrática. Isto é, o capital tem, do ponto de vista da sua forma social, um caráter eminentemente militar e por isso a guerra é a consequência do desenvolvimento das forças produtivas e das forças concorrenciais. Alguns países são organizados militarmente como os Estados Unidos e a Rússia. Interessante é que nesses países os governos são civis, são as máquinas de guerra as mais eficientes, como também Israel. São países organizados para a guerra.Somente em países periféricos como o nosso, é que os militares se arvoram e se arrogam no direito de impor um controle social por meio da espada. Mas, o que importa aqui é refletir que a guerra é umbilicalmente necessária à estrutura do capital. O capital é uma forma social militar.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Os negócios estatais

Por Atanásio Mykonios

 

Em geral, a gente não sabe o que é público ou estatal. Também pouco entende sobre empresa pública ou estatal ou privada. Dizem por aí, que quando alguém é eleito, fará as coisas que prometeu e a gente então, dá uma espécie de carta branca. Além disso, a gente não sabe quase nada de patrimônio estatal ou público. A gente pensa que público é uma coisa é estatal é outra. A gente recolhe impostos. O governo então decide vender uma coisa que é de todo mundo. Mas ele não pergunta pra gente. Vai lá e vende. Também, a gente não se importa muito. A turma quer viver, sobrevir e fugir de problemas. O governo vende, mas o serviço continua. O governo sempre diz que dá prejuízo e que é pro nosso bem, assim como a nossa mãe. Aí alguém compra e o serviço continua. Geralmente fica mais caro. Vendeu. E agora? O que faz com o dinheiro? Afinal ele não é da galera? Não tinha de repartir com o pessoal? Em geral, o governo não tinha de tentar vender mais caro? Bom, eu só acho que a gente é sempre engambelado nessa história.

A Tese 9

 

Em 2015, para quem não sabe, o Grupo Crítica Social elaborou as suas 11 Teses, que apresentam as conclusões a que o Grupo elaborou ao longo daqueles anos de atuação, desde 2004. Destaco aqui a Tese 9.
 
"As esquerdas que chegam ao poder, tanto no Brasil, quanto em outras partes do mundo, fracassam em seus objetivos, passando a gerenciar as crises cíclicas, até o ponto que em a crise estrutural atinge os Estados-nacionais e colapsam as políticas desenvolvimentistas e sociais dependentes da produção de mercadorias, da valorização do capital e do endividamento estatal. As extremas-direitas enfurecidas se voltam contra os Estados-nacionais. Muitos destes, por sua vez, experimentam o desmonte gradativo de seu território (ou a fragmentação de barbárie pós-política deste) e de sua força de controle sobre os recursos e sobre a produção – ao passo que o Estado Amplo transnacional assume a primazia política. Assim, colapsou o nacional-desenvolvimentismo e os motes tradicionais das lutas de libertação nacional das esquerdas tradicionais. Urge um novo projeto de internacionalização dos trabalhadores e de desmercantilização que constitua uma nova e real alternativa viável."